A escolha por um candidato ideal
- Maria Eduarda De Azevedo Sousa
- Oct 3, 2022
- 2 min read
Representatividade
Pesquisas apontam crescimento no número de candidatos pretos e mulheres
O instituto de pesquisa “Datafolha” divulgou, nesta sexta-feira, 30, os percentuais da pesquisa presidencial, e os números ficaram em 50% para Lula e 36% para Bolsonaro, em votos válidos. Já na pesquisa do Ipec, divulgada na segunda-feira, 26, Lula estaria com 52% dos votos válidos e Bolsonaro com 34%. Ainda, segundo o Ipec, na contagem com os votos brancos, nulos e indecisos, o petista estaria com 47% e Bolsonaro com 31%. Como a margem de erro nas pesquisas variam dois porcento para mais ou para menos, não é possível afirmar uma vitória já no primeiro turno, que acontece nesse domingo, 2.
Segundo dados do TSE, em 2022, houve um aumento no número de candidatos negros, que chegam 49,6% em relação aos candidatos brancos, 48,9%. O número de mulheres candidatas também cresceu, e elas são 33,4% do total na disputa, mas ainda abaixo da representação feminina na população, composta por 51,8%.
Para Hamilton Pereira, embora a maior parte da população seja composta por mulher, elas são atuantes como eleitoras, mas não como protagonistas, o que é fruto de uma geração machista e misógina.
Conforme o professor Luiz Guilherme Amaral, da Athon Ensino Superior, ao longo da história, foi através dos movimentos feministas que as mulheres conquistaram espaço na política nas últimas décadas. O professor destaca ainda que a busca por representatividade no processo eleitoral é importante para que se possa resolver problemas sociais do país.
Para Anna Beatriz Regado Pires, 21, ao escolher um candidato para votar, ela procura honestidade com as propostas políticas. Ao conversar com amigos e familiares, afirma que, nesse momento, está difícil encontrar um candidato adequado. “Não existe ninguém de confiança”, destaca.
Já Hamiton Pereira, ex-deputado estadual por São Paulo durante cinco mandatos, vice-presidente da AMASO (Associação dos Metalúrgicos Aposentados) e metalúrgico aposentado, destaca que há diferenças nas escolhas de candidatos por parte da sociedade. Segundo ele, embora as classes sociais menos privilegiadas sejam a maioria, não exerceram o poder que tem por simples desconhecimento. Já as classes A, B e C, que se organizam em prol de ideias, exercem maior influência “A pior pobreza, mais que a pobreza material, é a pobreza intelectual que desorganiza e submete a pessoa aos interesses de outros grupos, acima dela na escala social”.




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