A influência das Fake News em tempos de eleições
- Larissa Alves

- Oct 9, 2022
- 2 min read
Brasileiros acreditam que as notícias falsas impactam na escolha dos votos, jovens são a maioria.

O segundo turno está se aproximando e a preocupação com a disseminação de conteúdos falsos só aumenta a cada dia, afinal, isso pode influenciar (e muito) no resultado das urnas. Não dá para negar que as mídias sociais fazem parte do nosso cotidiano e que elas revolucionaram significativamente a forma de comunicação entre os usuários, mas nessa excelente fonte de informação, mora o mal das famosas “Fake News”.
De acordo com a pesquisa do Ipec, divulgada em 5 de setembro de 2022, 85% dos brasileiros acreditam que as fake news terão impacto na eleição deste ano, 12% pensam que elas não terão impacto nas urnas e 3% não souberam responder. É válido ressaltar que nesta pesquisa, o público que mais percebe a influência das fake news são os jovens de 16 a 24 anos (91%). Os que menos enxergam essa influência são os brasileiros acima dos 60 anos (75%).
O Ipec também pesquisou sobre o que o eleitor faz quando visualiza uma nova notícia: 43% dizem que sempre verifica a fonte, enquanto 27% afirmam que às vezes e 12%, dificilmente. Os que nunca verificam aparecem em 15%. Os que não souberam responder equivalem a 2% dos entrevistados. Resumidamente, o grupo de idosos são os que menos checam as informações (26%).
Atualmente, há candidatos que se aproveitam da quase nula checagem para se beneficiar nas eleições em um cenário de intensa polarização ideológica. Com tanta diversidade de pesquisas existentes no país e a falta de senso crítico da maioria dos eleitores, muitos ficam em dúvida sobre os resultados dos levantamentos e não sabem em quais podem ou não acreditar, o que acaba se tornando “verdade” depois de ler a mesma notícia com uma certa frequência.
O gerente comercial, Aldrigo Albuquerque, é uma das pessoas que só utiliza o Facebook e o WhatsApp para se informar sobre tudo. Ele afirma confiar nos conteúdos recebidos: “raramente checo as fontes, não vou atrás para descobrir a veracidade porque recebo somente de pessoas conhecidas, quando eu não conheço nem paro para ler”, casos como esse evidenciam que isso é sim um motivo de preocupação, não apenas no período de eleições, mas em qualquer situação.
“É super válido usar a rede social como um meio de se comunicar, mas sempre devemos ter um devido cuidado na hora de compartilhar ou receber alguns conteúdos. A sociedade ainda não está preparada para lidar com esse cenário de fake news, porque nem todos checam o que é e o que não é verdadeiro, em termos de fontes que podemos acessar”, afirma a jornalista e professora da Athon Ensino Superior, Aparecida Haddad, também coordenadora de jornalismo na Eko Digital (parceira da TV Band Mais).
“Na verdade, não se trata apenas de checar. Tem uma coisa que todas as pessoas deveriam fazer mais: ler. Muitos dizem não gostar de política por ser um assunto mais difícil e, por isso, elas fogem e acham que é só escândalo e corrupção, quando na verdade não é. O que é contraditório, porque se você irá votar conscientemente, precisa de um certo conhecimento para escolher os seus possíveis candidatos”, complementa a jornalista.




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