Saiba como construir um projeto emocionante de branding com Marcos Hiller
- Letícia Fidêncio

- May 17, 2022
- 3 min read

O que as grandes marcas fazem para que as pessoas tenham tanto apreço por elas? Será que basta apenas oferecer aquilo que o seu cliente quer? Essas e várias outras perguntas foram devidamente respondidas no diálogo que Marcos Hiller teve com os universitários da Athon Ensino Superior, na edição presencial do Connect 2022 na última sexta-feira (13).
Marcos reúne um copilado de especializações e experiências de nível nacional e internacional, é doutorando e mestre em comunicação na área de consumo pela ESPM, além de ser sócio-diretor da Hiller Consulting e escrever para o seu site pessoal marcoshiller.com
Mas eai, como construir projetos de branding que emocionam? Marcos apresentou para os estudantes as 5 etapas do processo de criação de branding que são comumente usadas nos projetos de marcas, desde as regionais até as mais renomadas.
1 - Escolher
Quem quer agradar a todos, não agrada a ninguém! Esse aforismo filosófico se aplica fortemente na primeira etapa da construção de branding. Às marcas precisam escolher em qual nicho trabalhará, em que corresponda com as limitações do seu produto, e principalmente a conformidade com o público-alvo.
Dentro da categoria escolhida, é necessário ainda optar por quais atributos funcionais a empresa pretende que a marca seja atrelada, como por exemplo a performance sendo relacionada e trabalhada pela Nike, dentro do segmento de calcados esportivos, diferentemente da Adidas que atua no mesmo segmento, mas utilizando com rigor o atributo do estilo em sua linguagem.
Por fim, é moldado o posicionamento, resultado de escolhas e renúncias da empresa, que quando são bem trabalhados, perpetuam anos. Bons posicionamentos são externos e eternos.
2. Mergulhar nos consumidores
O ponto crucial para que qualquer marca consiga impactar as emoções dos seus clientes, é o conhecimento e intimidade com eles. Logo, entra em jogo as pesquisas qualitativas, a fim de aprofundar-se nas intenções que faz com que os mesmos tenham disposição em comprar determinados produtos ou serviços, conseguindo assim, extrair insights relevantes.
Algo muito interessante destacado por Marcos durante toda a palestra, foi o direcionamento nos consumidores extremos, ao invés dos comuns. Agora você me pergunta, mas o que caracteriza os consumidores extremos? Serão aqueles que são “viciados” por alguma marca, que ajudam MUITO na realização de tais pesquisas, devido às respostas fora do padrão.
Marcos comenta dos projetos realizados contendo somente entrevistas com esse tipo de consumidor, como uma vez por exemplo, que entrou em contato com uma moça viciada em maquiagens, que até quando iria dormir estava maquiada, para ficar bela no sono. “Extraindo o vírus que essas pessoas têm, se torna compreensível o porquê do grande fascino pelas marcas, e consequentemente, depois de muito estudo e análise, se torna possível contaminar os outros”, reitera Marcos com a metáfora.
3. Refinar
Indispensável o refinamento de cada resultado obtido nas pesquisas elaboradas, para adequar-se com os propósitos iniciais do projeto, ou identificar alguma tendência que a marca pode se debruçar.
4. Consistência na execução
Mão na massa! Nessa etapa é colocado em prática tudo aquilo que foi desenvolvido nas etapas anteriores, mas se atente em cada tarefa, para cada uma delas não fuja do seu posicionamento assumido e nem da identidade visual. É necessário que a consistência esteja em todo os itens que constrói a marca, inclusive para os colaboradores, obviamente!
5. Obsessão pelos detalhes
Ninguém deseja que a sua marca seja mal interpretada ou que se desvincule da “personalidade” estruturada para ela. Por isso, cabe a cada parte envolvida, a observação incessante dos elementos que a contempla, por mais que esteja atuando a anos no mercado.
Satisfazer os seus clientes não é mais suficiente: é preciso encantá-los – Phillip Kotler.



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