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Me tire o que quiser, menos a minha liberdade


Jon Tyson no Unsplash
Jon Tyson | Unsplash

Meus pais me criaram de uma maneira um pouco diferente do que a grande maioria das pessoas. Não foram pessoas absurdamente rígidas durante a vida, desde que nós também retribuíssemos de alguma maneira. Nunca falavam palavrão na nossa frente, algo que até certo ponto continua até hoje, e tinham princípios que pareciam bem claros para mim. Algo que me ensinou muito sobre liberdade.


Sou uma pessoa extremamente adepta de toda e qualquer liberdade de expressão. Provavelmente por essa minha criação e por como a minha vida foi seguindo desde então. Até mesmo aquela que parece maluca dos Estados Unidos (mas que deve ter consequências como qualquer ato que você faça durante toda a sua vida).


Como diz a escritora Evelyn Hall na biografia de Voltaire:


Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo


Tudo porque, ao ser criada com tanta liberdade, foi muito fácil de identificar o que a falta dela fazia com as pessoas à minha volta.


Começou com meus amigos, que claramente viviam em um clima muito menos amistoso que o meu. E que hoje carregam consequências marcantes em suas personalidades e no modo que veem o mundo. E continua até hoje com todas as suas consequências com outros amigos meus, novos e antigos, com colegas de trabalho, em empresas gigantescas e nas pequenas casas.


A falta de liberdade cria pessoas angustiadas e com problemas psicológicos muito graves. Destrói a autonomia, tira a motivação e piora o desempenho de maneira tão clara que você provavelmente já conseguiu identificar muitas pessoas que viveram assim em alguma parte da sua vida. Não faltam exemplos em livros de gestão, por exemplo, em como esse cerceamento afeta completamente qualquer resultado da empresa.


E logicamente que ela é relativa. Minha noção de liberdade e a sua podem ser completamente diferentes e nenhum dos dois está errado. Só que a noção de cerceamento dela já é um pouco menos subjetivo, e mesmo que você acredite que algo não é legal, provavelmente sabe que proibir tal coisas é um absurdo sem tamanho.


Eu, sinceramente, não me importo se você pensa A ou Z. Só me importo muito com o fato de você poder dizê-lo ou não. Desde que não ultrapasse a linha do direito do outro, você pode e deve saber que pode fazê-lo. Porque vejo todos os dias o que a falta de liberdade pode fazer com uma pessoa. Pode fazer com uma família, com uma empresa, com um relacionamento. E olhe que nem é algo tão radical como uma ditadura hein? São só pequenas faltas de liberdades. Que claramente criam pessoas absurdamente amarguradas e psicologicamente afetadas. Algo que deveríamos sempre levar em consideração.

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