Da poesia, a crônica
- Laura Briguenti

- May 16, 2022
- 2 min read
Updated: May 22, 2022
“Incomparavelmente superior a poesia, Carlos Drummond de Andrade é muito além de poeta. Sua identidade é baseada no jornal”.

Com esta frase a jornalista Valentina Nunes deu início a palestra sobre a linguagem criativa da crônica e da reportagem. A apresentação, abordou diversos pontos de vista da área jornalística, por meio da análise das produções de grandes fenômenos da literatura, como Elaine Brum, Moacyr Scliar e o saudoso Carlos Drummond de Andrade.
Valentina Nunes é jornalista e doutora em literatura com 20 anos de atuação no ensino acadêmico. Professora do curso de jornalismo Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), dedica-se às áreas de redação reportagem, edição e produção. É autora de livros institucionais e de história sobre o viés do jornalismo, e de livros com baseados em minisséries da televisão. Seu mais recente trabalho é a obra “365 dias que mudaram o Brasil”, pela editora Planeta em 2019.
Segundo Valentina, o objetivo da crônica é trazer urgência informativa com a comprovação da informação factual, uma vez que, no jornalismo e na literatura, as características baseiam-se na objetividade dos fatos, com a utilização de uma linguagem clara, livre e criativa. Destaca-se também, a abordagem de aspectos relativos ao cotidiano, de fácil compreensão e que trazem ao leitor a sensação de estar próximo ao escritor cronista. Vale ressaltar que a crônica, objetiva a linguagem como meio dentro da comunicação.
O principal ponto da reportagem, é levar a informação com tamanha profundidade. Isso faz o leitor viver o acontecimento e passar por experiências. O gênero da crônica, traz consigo grandes nomes de referência. Abordado em questão, o nome de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta, escritor e cronista que trabalhou desde sempre em jornais como por exemplo Correio da Manhã, Jornal do Brasil, Estado de Minas, A Tribuna e Diário da Tarde, entre outros, onde a palestrante jornalista Valentina Nunes teve o privilégio de catalogar as 2.226 crônicas feitas pelo autor. Surgiram também, Eliana Brum, escritora e documentarista e Moacyr Scliar, escritor e médico.
Em conversa com o aluno Gabriel Pavessi de 20 anos, estudante do 5 período de jornalismo, ficou claro o interesse dele nas produções, bem como a forma com a qual, a Valentina Nunes apresentou as intersecções da linguagem criativa da crônica entre literatura e jornalismo.
Há amplos fatores na língua portuguesa que direcionam os escritores a encontrarem seu mundo nas produções, assim como aconteceu com os autores citados acima e com a palestrante. É de suma importância, que profissionais mergulhem nas palavras e descubram um mar de conceitos, fazendo deles o próprio barco.



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