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Meta e TSE fortalecem regras para propagandas eleitorais na internet

Updated: Nov 2, 2022

Medidas contra disparos em massa, fake news e temas decisores são aplicadas para as campanhas com foco nos jovens eleitores


“O pai tá on”, “Supermito” e “Ciranha”. Pode não fazer sentido para muitos eleitores, mas o uso de “memes”, áudios e filtros virais já é realidade na campanha dos principais candidatos brasileiros e a efetividade destas aplicações para identificação com diferentes públicos nas redes sociais é reconhecida como boa estratégia política por diversos analistas.


A massificação desses canais não é um tópico novo, mas a entrada do Twitter, Instagram e WhatsApp no jogo político foi fortemente percebida nas eleições da formação legislativa e executiva atual de Brasília. Em 2022, suas forças são reafirmadas com o jovem Tik Tok e novas ferramentas, porém, o controle da propaganda política na internet é mais rígido. E as

autoridades não são somente o TSE, mas empresas como a Meta, dona dos principais veículos de comunicação do mundo virtual.


Os aplicativos de Zuckerberg passaram a contar com tarjas de alerta para assuntos sociais após o início da pandemia de COVID-19. Nas eleições deste ano, porém, o controle ficará mais rígido. Em maio, a Meta anunciou que se equipou com um time especializado para revisar publicações que possam interferir no processo político, a fim de evitar fake news e disparos em massa.



“Desde o começo do ano, sentimos um novo desafio ao produzir anúncios e impulsionamentos de postagens nas redes sociais. Agora, diversos temas que antes eram

comuns podem ser entendidos pela plataforma como formadores de opinião política e por isso redobramos o cuidado”. É o que afirma Letícia Longo, head de social media na agência de publicidade Rocky.Monks, do conglomerado britânico S4 Capital.


Além de vídeos, fotos e legendas diretamente ligadas ao tema, uma lista de assuntos sociais também vem sendo minuciosamente cuidada pelas plataformas. É o caso de publicações sobre direitos civis, armas, economia, saúde, imigração, segurança, política externa, crime e educação que têm a intenção de gerar debates. Alguns políticos da extrema direita criticam as práticas de contenção da bigtech americana, como afirmado em publicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro no Twitter.


A história da política brasileira evidencia diversas estratégias de divulgação criadas nos meios de comunicação mais importantes do período. Jingles em rádios, propagandas e debates na televisão e tweets de 130 caracteres podem ser caracterizados pelo mesmo “marketing político” que se iniciou com a mídia eletrônica, na segunda guerra mundial.


“Assim como contado nos livros de história, o mesmo se repete no Tik Tok, Instagram e Facebook. Os resultados de propagandas que engajam a juventude e desbravam a criatividade são bem maiores dos que ainda estão encaixados nos mesmos mecanismos de 20 anos atrás”.

Marcos Faciaben, mestre em educação e sociólogo formado pela USP, conta que a estrutura das campanhas na internet são propulsores do engajamento dos candidatos.



Reinvenção que pode ser notada nas candidaturas dos principais concorrentes à presidência em 2022, o contato direto com os usuários promove uma maior humanização dos políticos. Foi o caso das mensagens no WhatsApp disseminadas pela direita a favor de Bolsonaro nas últimas eleições e também é o caso da estratégia de Lula no Twitter atualmente, promovendo lives e colaborações com grandes formadores de opinião do mundo digital, além de “memes” que ampliam sua conexão popular.


Assim como a Meta, o TSE também encurtou as rédeas para campanhas nas redes. Além de firmar acordo em proteção contra fake news com o Instagram, Twitter, Facebook, WhatsApp Google e Tik Tok, o órgão estabeleceu regras para usuários e partidos.


Apesar da disseminação de opinião em páginas pessoais continuar livre, não é permitido o uso de impulsionamento pago para o aumento no alcance das publicações e autores de disparos de mensagem em massa podem ser multados em até R$ 30 mil. Além disso, após “idas e vindas” com o Telegram, rede de mensagens concorrente do WhatsApp, o Tribunal Eleitoral também criou o seu canal com intuito de desmistificar boatos.

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