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Mary Shelley: Uma mulher a frente de seu tempo


Foto: Divulgação

Mary Shelley é uma produção disponível na Netflix, sobre o amadurecimento de Mary Wollstonecraft Godwin como mulher no século XIX e como a renomada escritora do clássico da literatura “Frankenstein”.


O filme retrata o romance entre a jovem Mary, de 16 anos, e o poeta Percy Shelley na Inglaterra do século XIX. Mary é filha de dois escritores de sucesso e que também tenta entrar para este mundo árduo da escrita, encorajada pelo pai para que melhore suas histórias de modo que um dia consiga chegar no nível da família.


Sua mãe faleceu e Mary convive com sua madrasta, que, como em boa parte de produções cinematográficas, consegue ser má e exalar aquela vitimização e ódio que toda boa madrasta retrata em filmes. Depois de causar desavenças em casa, ela é mandada para outra cidade com o intuito de adquirir novas experiências e voltar como uma pessoa mudada. Neste momento em que a aspirante a escritora conhece Percy Shelley, um jovem poeta admirado por muitos.


Este filme constrói uma narrativa com viés feminista, com registro histórico sobre uma época quando não se publicavam livros escritos por mulheres ou se esperava que elas escrevessem apenas determinado gênero, não aceitando, por exemplo, a escrita de uma história de terror.

Foto: Divulgação

A imensidão de sentimentos preenche os personagens rapidamente, e os mesmos agem sem delongas quanto a isso, fazendo com que a história progrida sem detalhes superficiais. Mas, nisso, temos uma linguagem um pouco mais rebuscada, já que se trata de algo que aconteceu no século XIX. O universo do filme mostra como Mary gostava de ciência, que acabou refletindo nas suas histórias. Sempre dizem que os romances escritos têm muito do que quem o escreveu está passando naquele momento.


Em conjunto com as vestimentas, muitos vestidos fluidos, em tons pasteis, com suas mangas bufadas, mas nada muito colorido, a fotografia é igualmente fria. Se divide em cenas de natureza que não tem tanto contraste, e as ruas cinzentas com o estilo gótico daquela época também ajudaram para que o filme tivesse um aspecto um pouco mais sombrio, já não poderíamos esperar menos de uma história sobre uma escritora e amante de filmes de terror.


Mais do que a história de um amor ou da gênese de um dos clássicos da literatura, "Mary Shelley" faz um retrato de uma sociedade e reflete sobre o papel da mulher e das suas lutas, como escritora em busca de reconhecimento.


Um filme realizado pela saudita Haifaa al-Mansour e escrito por Emma Jensen, com Elle Fanning no papel de Mary Shelley.

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