A ascensão do Rap Nacional com o implacável Djonga
- Tiago Marcon

- May 7, 2022
- 2 min read
Updated: May 31, 2022
O rapper mineiro é uma das principais figuras artísticas da nova geração, abordando temas sociais de forma necessária para a construção de uma sociedade mais critica.

Rapper mineiro e um dos mais influentes artistas da nova geração, essas características levam ao nome de Gustavo Marques, conhecido artisticamente como Djonga. Com 4 álbuns de estúdios que retratam a sua mais pura realidade, o rapper se mantém como uma figura de forte posicionamento político.
Seja pela sua icônica frase “Fogo nos racistas” ou suas canções, é fato que o artista se tornou um dos principais nomes do rap brasileiro. Pode-se dizer que Djonga foi o pioneiro da ascensão do rap de Belo Horizonte, sendo crítico e por muitas vezes polêmico, porém sem esconder a verdade.
Seu primeiro álbum, intitulado "Heresia", foi um sucesso instantâneo, sendo considerado o melhor disco pela revista Rolling Stones, com canções que levam temas sociais de maneira provocante, fazendo com que o ouvinte literalmente usufrua seu senso crítico e mergulhe na experiência da obra. Assim, o rapper mineiro se lançava como o grande nome do rap nacional no ano de 2017.
Seu segundo álbum de estúdio, chamado “O menino que queria ser Deus”, o consagrou como o principal nome do gênero, com fortes poemas e a forma retratada de sua vida em canções, com destaques para “Junho de 94” ( Hoje eu acordei meio Renato Russo, querendo recuperar o Tempo Perdido). O disco, como o próprio rapper denomina, é o amadurecimento de Gustavo como artista, onde fica claro que seu trabalho é fundamental e vai além.
“Ladrão” é seu terceiro disco, se colocando como uma espécie de robin hood, com sua lírica sendo mais necessária do que nunca, com críticas inteligentíssimas, como é o caso da música “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. O álbum que o sucede é o impactante "Histórias da minha área", retratando sua vida de forma ainda não retratada e debatendo, com mais destaque, a violência na periferia.
Seu último trabalho lançado se chama “Nu”, onde fala sobre o sentimento em sentir-se alvo, principalmente pelas críticas que recebeu depois de sua ascensão como artista e de ter se tornado um importante nome na construção de uma sociedade mais crítica e politizada. O álbum, como tudo que ele produziu até agora, é brilhante e continuou relatando sua verdadeira essência, sem esconder seus erros, que não são tratadas e absorvidas como algo absoluto, a importância da história que o Gustavo tem contribuído para a nova geração não se apaga e isso fica claro neste trabalho.
Djonga é o retrato da importância do senso crítico e de se debater ferozmente as outras camadas do Brasil, principalmente as periferias e a violência racial. Suas obras exaltam essa necessidade, em um país com tanto ódio e problemas sociais, artistas como o rapper mineiro são a construção indispensável para o futuro.



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